A Crise

stock-photo-39776770-stress-level-conceptual-meter-indicating-maximumSe você entra em qualquer conversa no meio profissional é muito difícil escapar do assunto: onde as empresas não trabalham sua comunicação com muita clareza surgem facilmente várias teorias conspiratórias, onde as empresas comunicam claramente seus caminhos, surgem outras teorias conspiratórias de que existe alguma coisa que a liderança não quis revelar. Surge o medo de perder seu emprego, a insegurança do que fazer agora que você perdeu seu emprego e a falta de perspectiva já que a forma como ganhamos nosso pão de cada dia está se tornando cada vez mais líquida. Você encontra gente desesperada que te lista todas as teorias conspiratórias existentes, gente que já trata de proteger seu território, algumas puxadas de tapetes de um lado, bolada nas costas de outro e assim, nossas 8 horas diárias de trabalho se tornam momentos para dominar a tensão e buscar manter o pouco de sanidade que ainda temos.
Leia Mais

Sábado: a resistência

A primeira discussão que vi sobre sábado, foi quando soube que haviam denominações cristãs que faziam seus cultos no sábado, ao longo do tempo, fui descobrindo o quanto esse pessoal fazia questão de ir a igreja de sábado e o quanto isso era realmente importante a eles, conheci gente que não podia comprar nada nesse dia. Daí, como presbiteriano, vi alguns estudos e algumas quartas de estudo bíblico em que os pastores dedicaram tempo para esclarecer porque íamos a igreja no domingo e não no sábado. Daí pra frente fui acompanhando o tema como Fla-Flu, havia alguns que iam ao sábado como marca do crente verdadeiro, e havia nós, que íamos a igreja aos domingos e não precisávamos nos sentir pecadores porque tínhamos bons motivos (bíblicos) que nos liberavam do culto a noite do sábado.
Leia Mais

Ken Wins… até quando?

Ontem assisti ao terceiro capítulo do Breaking Bad (Cancer Man), e o episódio apresentou o Ken, o cara insuportável a primeira vista que só tem o universo rodando ao seu redor, ele pegou a vaga do Walter no estacionamento sem sequer notar sua existência e aguardou em uma fila conversando com seu parceiro pelo bluetooth do telefone para todo mundo ouvir o quanto ele era poderoso, isto é, aquele verdadeiro babaca. Entendi muito bem a raiva que o Walter sentiu do cara. O episódio nos dá uma espécie de redenção, quando Walter tenta colocá-lo no lugar.
Leia Mais

Natal 2013

Image
‘Bonding Time: The Nativity in Townsville’ by Jan Hynes, 2007′

O evengelista Lucas nos conta a com detalhes a história do nascimento de Jesus e não esconde que a vinda de Jesus e seus primeiros momentos aqui foram cercados de improvisação, mesmo depois de milhares de anos em que Deus iniciou seu plano para nossa redenção. O casal não tinha lá muito dinheiro, a gravidez evidentemente não planejada (pelo menos pelos pais) e tiveram que ir a Belem para a tal do recenseamento, aconteceu o que se espera de quem não planeja, foram de lugar a lugar e não encontraram lugar, José ouviu desesperadamente mais nãos do que gostaria até que alguém ofereceu um teto, longe de ser o melhor para a chegada de um nenê, mas pelo menos evitava o sereno. E nasceu Jesus.

O que pensei nessa história toda é que Deus não precisa do melhor para fazer a sua vontade, ele precisa apenas de uma porta aberta, não chega a ser tão fácil assim, a presença de Jesus implica mudanças, lembre-se que sua mensagem era de arrependimento, mas quem o recebe, se livra de si mesmo, e se torna instrumento para o que Deus quer.

Hoje é difícil encontrar alguém com tempo e disposição para um Natal com Jesus, é mais fácil comprar o que gosta e trocar votos de que todo mundo vá bem. Essa história pode parecer até bem fora do que nossos valores pós modernos pregam nos filmes, novelas e comerciais, tudo bem, mas Deus vai achar um coração aberto e muita coisa vai acontecer. Vigio meu coração para que isso aconteça comigo, em minha casa e espero que aconteça com você também. Feliz Natal

Evangelho

Marcos, o evangelista, escreveu o primeiro relato sobre Jesus que serviu de base para as pesquisas de Lucas e para os Imagemrelatos do outro evangelista Mateus revelar Jesus como o Messias prometido. Um detalhe muito interessante que pude compartilhar com uns amigos ontem foi que Marcos colocou seus escritos em um estilo literário totalmente novo, não se classificou como biografia, que tipo de biografia ignora os primeiros 30 anos de vida de alguém e dedica metade de sua história a última semana de sua vida? Os relatos foram históricos, mas não foram necessariamente histórias, não estão em uma ordem histórica.

Os cristãos podiam escolher estes relatos com os termos da época: os termos gregos iluminação ou conhecimento ou judaicos, como instruções ou sabedoria. Mas escolheram classificar estes relatos como Evangelho, quando os exércitos romanos ocupavam uma região, eles mandavam o evangelion do Imperador ao povo falando da nova situação em que eles se encontravam o que aconteceria de novo dali em diante e como lidar com o rei.

Imagine a coragem dos primeiros cristãos em assumir que estão seguindo um novo evangelho, de um outro reino, com prioridades e formas diferentes de lidar com a vida, essa nova identidade, com certeza levou muitos às arenas para serem executados. Além disso deixa claro duas coisas, primeiro fala o que Deus já fez por nós ao invés de instruções do que devemos fazer para Deus; e também deixa claro que o evangelho são eventos históricos que afetam nossa vida.

A realidade não é diferente hoje, vivemos em um império que impõe suas prioridades e seu modo de vida no consumo. O evangelho nos traz novas prioridades e liberdade para se desconectar às exigências do mercado. Escolher o evangelho é muito mais que se dedicar a algumas devoções, escolher mensagens bonitas no Facebook e ser bonzinho, é aceitar um modo de vida desafiante, mas libertador. Está preprado?

Sabedoria

Imagem

Comecei essa semana no devocional Solo com o livro de Provérbios, quando era menor, achava que o livro supervalorizava a questão da Sabedoria, você começa o livro com um louvor a Sabedoria e os conselhos de quem a conhecia bem, Salomão. A Bíblia fala que, no início de seu reinado, Deus lhe ofereceu o que quisesse, cheque em branco, e Salomão escolheu a sabedoria para reinar, Deus o louvou por isso e lhe deu muito mais que a sabedoria.

Pensando melhor, hoje, acho que onde existe tristeza é porque faltou sabedoria, isto é, a falta de sabedoria gera tristeza em algum ponto do processo, hoje em dia não é difícil ser inteligente, ser bem informado, participar de discussões em alto nível, etc… é só entrar no Facebook que as frases inteligentes e marcantes aparecem a cada momento. Mas e a sabedoria? Aquilo que te capacita em fazer a melhor escolha que realmente abençoe aos envolvidos? Para não confundir, a Bíblia fala que a sabedoria começa com o temor ao Senhor Deus.

Como falei, minha primeira impressão era até de desdem pelas comparações bastante simples do escritor, mas quando você enxerga o clamor por Sabedoria em nosso mundo, você concluí que é isso mesmo: o caminho do insensato é a morte, o caminho do sensato é a vida de verdade.

Fui convidado a me sentar com Deus ao meu lado, a perguntar a ele se aquilo tudo servia para mim, graças a Deus que me acolhe com sua misericórdia, e que me dê sabedoria para escolher Seu melhor que sempre me dispôs.

Quando Jesus entra na cidade

Gostei muito desse desenho, na mesma linha de alguns que utilizei no Advento:

Vamos entrar na cidade com Deus hoje

Vamos cantar hosanna ao nosso Rei

Ao filho de Deus montando em um burro

Com pastores e prostitutas,

Com o cego e o leproso

Com o abandonado e o oprimido

Vamos bradar com alegria na vinda de Cristo

E seguir aquele que acolhe o pecador e come com o marginal

Vamos tocar e ver como Deus se aproxima

Cavalgando em triunfo até a cruz

(por Christine Sine, Godspace)

Subvertendo o Império

Comecei a ter idéia do livro nas indicações que a Amazon.com dava com base no meu perfil o livro sempre aparecia na lista, depois de ler diversas indicações que lia nos livros do Alan Hirsch e Michael Frost achei que o livro seria muito interessante e realmente foi.

Um dos propósitos dos autores era posicionar o livro de Colossenses em nosso contexto, e uma das coisas que me marcou bastante foi a descrição do dia a dia dos colossenses (cidadãos de Colossos, hoje na Turquia) na época, uma sociedade que orbitava ao redor dos interesses do Império Romano à medida que este propositadamente deixava sua marca e influência em todos os momentos possíveis da vida naquela época. Nisso o autor foi bem feliz em comparar aquele momento com o nosso, como lá, as pessoas tinham a imagem de César até na louça de casa lembrando quem tornava aquele conforto possível, hoje vivemos um otimismo quando temos uma tecnologia acessível que nos permite fazer muita coisa que era inimaginável há 20 anos atrás, e temos as marcas onipresentes em nossa casa nos lembrando quem torna esse conforto “possível”.

Mas o interessante era ver o porém de tudo isso, enquanto muita gente curtia esse mundo que caminhava com ordem e progresso, surgiam cristãos que viviam a possibilidade de um outro mundo, enquanto a sociedade caminhava bastante estratificada com cada pessoa ocupando seu lugar seja nobre, seja assalariado, seja escravo. Haviam reuniões onde as pessoas não tinham divisões entre elas, o escravo comia a mesma porção do nobre e todas proclamavam Jesus, e não César como Senhor. Imagine a ousadia destes grupos em tomar estas atitudes nas reuniões, ainda mais quando proclamar Jesus como Senhor poderia custar todo o conforto que podia se ter, senão a própria vida.

Havia uma canção que fazia muito sentido a eles e foi proclamado na carta que Paulo escreveu àquela comunidade:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação

pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra,

as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades;

todas as coisas foram criadas por ele e para ele.

Ele é antes de todas as coisas e nele tudo subsiste.

Ele é a cabeça do corpo que é a igreja;

é o princípio e o primogênito dentre os mortos,

para que em tudo tenha a supremacia.

Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude,

e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas tanto as que estão na terra

quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz

pelo seu sangue derramado na cruz.”

Imagine a consequência de se proclamar isso tudo em um mundo em que César é o Senhor e que tudo gira em torno dele. Mas será que as consequências são as mesmas para quem proclama Jesus como o Senhor hoje?

E a conclusão dos autores foi que sim, proclamar Jesus como Senhor significa enxergar todo o custo do conforto que adquirimos hoje e trocar toda nossa dependência ao sistema de vida que vivemos hoje pela vida que Cristo propôs, uma vida muito mais simples e com muito mais vida. Quando nos livros do Alan Hirsch comecei a encontrar nas igrejas da mídia um Jesus tão domesticado que só teria o poder de nos fazer a se comprometer com o sistema das igrejas, neste livro pude distinguir o quanto tantas igrejas hoje se comprometem com o Império à medida que formam somente bons cidadãos que sejam bons profissionais, bons pais de família bastante admirados e distintos em sua sociedade ao invés dos grupos realmente selvagens de cristãos que surgiram após a ressurreição de Cristo que ousavam olhar para outras pessoas, dividir o que é seu e viver o mundo que Cristo começou. As implicações dessa vida em comunidade são mais profundas que ir a igreja e participar das festas que ela promove, e aí a música acima começa a fazer bem mais sentido.

O livro Colossians: Remixed me deu muito trabalho quando entrou em algumas discussões filosóficas sobre pós modernidade e achei algumas contextualizações bem forçadas, mesmo assim valeu muito a pena poder refletir a respeito de tudo isso. Com certeza é algo que faz mais sentido viver do que discutir.

Céu e inferno

Cresci em um contexto em que se falava muito sobre o céu na igreja, hoje eu acho que caímos no extremo de não falar quase nada sobre o céu, até tem motivo, pois se achava que a mensagem de Jesus (quando falava sobre o Reino dos Céus) era exclusivamente sobre a vida que teremos após a morte. Por conta disso, o esforço era que se fizesse com que as pessoas orassem a “oração do pecador” arrependendo-se dos seus pecados e aceitando a Jesus como seu salvador pessoal até o leito de morte, parecia que a oração (e é lógico a intenção da pessoa no momento) ligava uma chavezinha no céu que permitia que ele fosse ao céu ao invés do inferno após a morte.

Ultimamente, tenho aprendido a ver esse “Reino dos céus” como um contraponto a todo sistema de valores que vemos no mundo e a oportunidade de viver essa realidade subversiva a partir de já em nossa vida.

Nas últimas semanas, surgiu uma propaganda de um novo livro do Rob Bell “Love Wins” que suscitou muita polêmica, pois tocou na ferida do pensamento: “os da minha igreja vão para o céu, os que não são, vão para o inferno“,  veja que até o título (mal intencionado) sugere que agora, Rob Bell pensa que não há inferno e todos vão para o céu, veja o vídeo, pra variar Rob Bell introduz muitas sacadas interessantes:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tZouQSdJMdw]

Gosto muito das mensagens desse pastor desde o Nooma, gosto de ouvir suas mensagens na Mars Hill de Michigan, e suas perguntas tem o poder de ecoar muito tempo em nossas mentes, algo que a fé precisa, boas perguntas.

O interessante foi ver todo o alvoroço que isso levantou, por que será que o pessoal fica tão incomodado ao ver uma proposta dessas? Será que o céu é o único chamariz para que as pessoas possam ir a igreja? Será que o céu é o motivo que você vai a igreja?

Tenho uma pergunta que faz toda a diferença nesta questão, e se no final todos fossem ao céu? O que isso muda na sua devoção? Será que você cairia no mundo porque isso não faria a menor diferença no final? É o pensamento do irmão do filho pródigo, viu o irmão sair de casa, ultrajar o pai e na sua volta vê a festa e se revolta, foi fiel ao pai o tempo todo e não pode falar que tem mais alegria que o irmão que fugiu de casa e voltou. Agora, se a ida ao céu tem critérios mais rigorosos, esse tipo de fé te levaria ao céu?

Creio na mensagem de Jesus e que tudo aquilo que ele falou faz sentido hoje, o pecado só faz a vida ser mais miserável, e busco fugir disso, só Jesus para me livrar dessa vida e de mim mesmo, o céu, é a coroação para tudo isso continua sendo minha grande esperança.

Eu creio na Bíblia e no que ela fala do inferno, às vezes a existência do inferno me dá o alívio de que toda a injustiça será exterminada, creio também que tem tanta gente tão cheia de si, que se coloca tão no centro do universo, que não suportaria viver uma eternidade com um Deus que receberá a glória de tudo o tempo todo, o lugar para eles é o inferno, ou será que a presença de Deus explícita será o tormento deles?

Creio também no que Jesus disse, de pessoas que não tem nem idéia do que fizeram, mas serão recebidas por Ele mesmo assim. Por isso, não tenho a menor expectativa de quem não vou encontrar no céu, eu vou ao céu, há muitos que conheço que também vão ao céu, pela vida que vivem e o compromisso que tem em seguir a Jesus, creio por tudo aquilo que Jesus mesmo prometeu na Bíblia, não tenho melhor fonte para isso, busco viver esse céu a partir de agora e busco mostrar o quanto essa vida faz sentido. Mas quanto mais conheço a graça de Deus, menos tenho condições de falar quem não vai ao céu.

Gostei de uma observação do Facebook (Carolina Shaver) “Estou em paz em deixar Deus ser Deus e julgar, quem está certo, quem não está, quem está salvo e quem não está

Natal é Natal, Jesus é Jesus

Me chamou a atenção hoje de manhã, uma notícia que saiu no Estadão de hoje:”Decoração de Natal ”esquece” do Menino Jesus” , não é nenhuma surpresa, apenas uma constatação de um fortalecimento da cultura secular de um tempo para cá. É uma notícia chocante, mas não acho ruim.

Acho chocante porque de uma certa forma é uma rejeição a Jesus, embora grande parte dessa rejeição seja, na verdade, uma rejeição a agenda da igreja cristã dominante. Muita gente ainda considera muito a pessoa de Jesus, embora não seja para adorá-lo, nem seguí-lo, mesmo assim, Jesus só é rejeitado, quando se toma a imagem que a igreja tem feito dele, desse Jesus, as pessoas não querem saber. Agora, a rejeição a Jesus existe desde que ele começou a pregar, não é necessário que ninguém o defenda, nem saia sacrificando Papais Noéis como já cheguei a ver.

Não acho ruim, o Natal de 2010 é só a consolidação de um movimento secular que vem caminhando firme há muito tempo e vai se fortalecer ainda mais. O mundo que a gente conhece hoje vai buscar paz, justiça e prosperidade sem o Deus que a gente conhece e vai se virar dessa forma independente de sabermos se ele vai conseguir isso ou não.

A celebração de Jesus no Natal vai ser cada vez mais particularidade daqueles que o seguem, isso não é o tipo de coisa que deve ser imposta, (a nós mesmos, a sociedade quer impor padrões estranhos ao que cremos e temos sentido que ter valores impostos não é nada agradável) chegou o momento que a presença de Jesus no Natal será manifesta de forma intencional, simples, mas poderosa nos grupos que convivem com Sua presença.

Então, não adianta reclamar que o Natal é consumo e não há nada de Jesus, virou consumo mesmo, o hoje a noite, muitas famílias vão celebrar a chegada do primeiro Apple com seu IPad e a oportunidade de estampar a chegada da maçãzinha em seu carro, varias outras vão servir comida que não da para comer em uma refeição só, a refeição continua até domingo ou segunda. Agora, a chegada de Jesus no Natal depende da decisão que você tomar para sua família de celebrar hoje mas também de viver essa realidade todos os dias.

Ainda bem que ganhei no meu aniversário, um DVD do Charlie Brown que tem o “Natal do Charlie Brown”, espero assistir essa tarde e começar essa celebração.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=dsSZys1pVbA]

Feliz Natal com a presença de Jesus em sua casa!