Sábado: a resistência

A primeira discussão que vi sobre sábado, foi quando soube que haviam denominações cristãs que faziam seus cultos no sábado, ao longo do tempo, fui descobrindo o quanto esse pessoal fazia questão de ir a igreja de sábado e o quanto isso era realmente importante a eles, conheci gente que não podia comprar nada nesse dia. Daí, como presbiteriano, vi alguns estudos e algumas quartas de estudo bíblico em que os pastores dedicaram tempo para esclarecer porque íamos a igreja no domingo e não no sábado. Daí pra frente fui acompanhando o tema como Fla-Flu, havia alguns que iam ao sábado como marca do crente verdadeiro, e havia nós, que íamos a igreja aos domingos e não precisávamos nos sentir pecadores porque tínhamos bons motivos (bíblicos) que nos liberavam do culto a noite do sábado.

Recentemente voltei ao tema ao ver visões mais “refrescantes” do tema: depois de uma semana de trabalho, tínhamos o sábado, o dia de promover o shalom de Deus, desfrutar das coisas mais gostosas que Ele nos deu e desfrutar do Seu descanso. De certa forma, uma visão até liberadora, meus domingos na igreja eram dias de muito trabalho, mas algo bem gostoso, mas não menos cansativo. Daí que comecei a prestar atenção a manifestações cristãs mais orgânicas que dedicam alguns de seus encontros a passar alguns domingos juntos preparando a refeição e comendo juntos e desfrutando o descanso.

Desde então tenho visto o sábado como um convite de Deus ao seu descanso, algo que tenho visto como cada vez mais necessário para esse mundo tão maluco e agitado. Portanto, o Sabbath, o retiro, o momento do silêncio tem sido coisas que tem me chamado bastante atenção. Por isso que busquei esse livro do Walter Brueggemann: Sabbath as a Resistance, descobri nesse livreto uma visão muito mais abrangente e profunda daquilo que tinha descoberto.

Walter Brueggemann nos dá uma visão histórica desse contraste da proposta sabática, o povo de Israel vivia escravo no Egito, os israelitas estavam ali por um motivo: produção, eles eram um recurso e todo relacionamento deles com a terra levava em conta isso. Ao saírem do Egito, os israelitas não somente iriam para uma terra diferente, mas deveriam ter uma vida diferente, regida pelo “Eu Sou”, foram dados os 10 mandamentos dando os fundamentos de toda diferença da nova terra, não seriam mais regidos pela produção, nem seriam mais julgados pelo que poderiam fazer ou pelo que conseguiram comprar, eles deveriam reconhecer quem os estava sustentando, por isso o mandamento do sábado, não precisariam arrumar mais tempo para produzir mais, Deus estava cuidando deles, deveriam descansar, tanto o mais pobre, como o mais rico, como até os animais, vivendo a confiança de que não precisariam mais remir todo aquele tempo na confiança em quem trabalha por eles.

Isso tem implicações, quem sustenta, faz isso a todos, por isso eles deveriam abandonar a corrida da conquista, a terra não era deles, depois de 7 anos deveria ser devolvida, o escravo não era deles, no ano sabático deveria ser liberto, se a conquista não é tão importante não deveria haver roubo, não deveria haver cobiça. A história a gente conhece, essa proposta não se sustentou muito, por isso os profetas trouxeram a sua mensagem, o dia de sábado ainda era observado, todos iam ao encontro no templo, mas tudo era insuportável a Deus, a justiça era profanada, a lógica do consumo, da posse e da conquista de uns sobre outros voltou a ser regra e Deus não aguentava mais seus cânticos e orações.

O chamado a nós hoje é muito forte, como naquele tempo, a conquista, a posse e o consumo clamam por nossa atenção e devoção em aproveitar todo tempo que pudermos para eles, Deus nos convida para o descanso, e nos convida a resistir.

Ken Wins… até quando?

Ontem assisti ao terceiro capítulo do Breaking Bad (Cancer Man), e o episódio apresentou o Ken, o cara insuportável a primeira vista que só tem o universo rodando ao seu redor, ele pegou a vaga do Walter no estacionamento sem sequer notar sua existência e aguardou em uma fila conversando com seu parceiro pelo bluetooth do telefone para todo mundo ouvir o quanto ele era poderoso, isto é, aquele verdadeiro babaca. Entendi muito bem a raiva que o Walter sentiu do cara. O episódio nos dá uma espécie de redenção, quando Walter tenta colocá-lo no lugar.

Ontem mesmo eu terminei o livro “Sabbath as Resistance” de Walter Bruegman (depois eu conto como foi) e ele terminou com um clamor muito parecido, mesmo feito há alguns milhares de anos eternizado por um dos salmos (o 73)

“Pretensiosos e arrogantes, vestem-se com os insultos da última moda.

Mimados e fartos, enfeitam-se com as tiaras da tolice.

Eles zombam, usando palavras que ferem, utilizando-as também para intimidar.

Estão cheios de vazio, perturbando a paz com tagarelice.

E o povo os escuta, você acredita? Como cachorrinhos sedentos, lambem cada palavra deles.

O que está acontecendo? Deus saiu para o almoço? Volta logo?

Os ímpios estão com tudo: alcançam o sucesso e ajuntam riquezas…

…Vejam: os que o abandonaram estão em declinio! os desertores não terão outra chance.

Mas, para mim, estar na presença de Deus é inigualável”

Quando a gente vê esses Kens vencendo porque nada vai acontecer para eles, a gente se pergunta, será que é assim mesmo? Ninguém está vendo isso? Os caras vão continuar a usar o acostamento para entupir o trânsito a sua frente, e nada? Todo dia descobrimos pessoas poderosas ganhando milhões com corrupção e nada? Onde está a justiça?

Aí chega o momento do mistério de confiarmos no que Deus está fazendo e deve fazer, mas a coisa mais clara que o salmista concluiu é que em um coração cheio de si não cabe outro, muito menos Deus, e isso sim, temos a certeza que podemos desfrutar, por mais que o sucesso de outros tente nos convencer que isso seja tão pequeno. É só uma questão de quem você vai acreditar, na presença inigualável de Deus ou no sucesso que os Kens desejam mostrar.

Natal 2013

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‘Bonding Time: The Nativity in Townsville’ by Jan Hynes, 2007′

O evengelista Lucas nos conta a com detalhes a história do nascimento de Jesus e não esconde que a vinda de Jesus e seus primeiros momentos aqui foram cercados de improvisação, mesmo depois de milhares de anos em que Deus iniciou seu plano para nossa redenção. O casal não tinha lá muito dinheiro, a gravidez evidentemente não planejada (pelo menos pelos pais) e tiveram que ir a Belem para a tal do recenseamento, aconteceu o que se espera de quem não planeja, foram de lugar a lugar e não encontraram lugar, José ouviu desesperadamente mais nãos do que gostaria até que alguém ofereceu um teto, longe de ser o melhor para a chegada de um nenê, mas pelo menos evitava o sereno. E nasceu Jesus.

O que pensei nessa história toda é que Deus não precisa do melhor para fazer a sua vontade, ele precisa apenas de uma porta aberta, não chega a ser tão fácil assim, a presença de Jesus implica mudanças, lembre-se que sua mensagem era de arrependimento, mas quem o recebe, se livra de si mesmo, e se torna instrumento para o que Deus quer.

Hoje é difícil encontrar alguém com tempo e disposição para um Natal com Jesus, é mais fácil comprar o que gosta e trocar votos de que todo mundo vá bem. Essa história pode parecer até bem fora do que nossos valores pós modernos pregam nos filmes, novelas e comerciais, tudo bem, mas Deus vai achar um coração aberto e muita coisa vai acontecer. Vigio meu coração para que isso aconteça comigo, em minha casa e espero que aconteça com você também. Feliz Natal

Evangelho

Marcos, o evangelista, escreveu o primeiro relato sobre Jesus que serviu de base para as pesquisas de Lucas e para os Imagemrelatos do outro evangelista Mateus revelar Jesus como o Messias prometido. Um detalhe muito interessante que pude compartilhar com uns amigos ontem foi que Marcos colocou seus escritos em um estilo literário totalmente novo, não se classificou como biografia, que tipo de biografia ignora os primeiros 30 anos de vida de alguém e dedica metade de sua história a última semana de sua vida? Os relatos foram históricos, mas não foram necessariamente histórias, não estão em uma ordem histórica.

Os cristãos podiam escolher estes relatos com os termos da época: os termos gregos iluminação ou conhecimento ou judaicos, como instruções ou sabedoria. Mas escolheram classificar estes relatos como Evangelho, quando os exércitos romanos ocupavam uma região, eles mandavam o evangelion do Imperador ao povo falando da nova situação em que eles se encontravam o que aconteceria de novo dali em diante e como lidar com o rei.

Imagine a coragem dos primeiros cristãos em assumir que estão seguindo um novo evangelho, de um outro reino, com prioridades e formas diferentes de lidar com a vida, essa nova identidade, com certeza levou muitos às arenas para serem executados. Além disso deixa claro duas coisas, primeiro fala o que Deus já fez por nós ao invés de instruções do que devemos fazer para Deus; e também deixa claro que o evangelho são eventos históricos que afetam nossa vida.

A realidade não é diferente hoje, vivemos em um império que impõe suas prioridades e seu modo de vida no consumo. O evangelho nos traz novas prioridades e liberdade para se desconectar às exigências do mercado. Escolher o evangelho é muito mais que se dedicar a algumas devoções, escolher mensagens bonitas no Facebook e ser bonzinho, é aceitar um modo de vida desafiante, mas libertador. Está preprado?

Sabedoria

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Comecei essa semana no devocional Solo com o livro de Provérbios, quando era menor, achava que o livro supervalorizava a questão da Sabedoria, você começa o livro com um louvor a Sabedoria e os conselhos de quem a conhecia bem, Salomão. A Bíblia fala que, no início de seu reinado, Deus lhe ofereceu o que quisesse, cheque em branco, e Salomão escolheu a sabedoria para reinar, Deus o louvou por isso e lhe deu muito mais que a sabedoria.

Pensando melhor, hoje, acho que onde existe tristeza é porque faltou sabedoria, isto é, a falta de sabedoria gera tristeza em algum ponto do processo, hoje em dia não é difícil ser inteligente, ser bem informado, participar de discussões em alto nível, etc… é só entrar no Facebook que as frases inteligentes e marcantes aparecem a cada momento. Mas e a sabedoria? Aquilo que te capacita em fazer a melhor escolha que realmente abençoe aos envolvidos? Para não confundir, a Bíblia fala que a sabedoria começa com o temor ao Senhor Deus.

Como falei, minha primeira impressão era até de desdem pelas comparações bastante simples do escritor, mas quando você enxerga o clamor por Sabedoria em nosso mundo, você concluí que é isso mesmo: o caminho do insensato é a morte, o caminho do sensato é a vida de verdade.

Fui convidado a me sentar com Deus ao meu lado, a perguntar a ele se aquilo tudo servia para mim, graças a Deus que me acolhe com sua misericórdia, e que me dê sabedoria para escolher Seu melhor que sempre me dispôs.

Quando Jesus entra na cidade

Gostei muito desse desenho, na mesma linha de alguns que utilizei no Advento:

Vamos entrar na cidade com Deus hoje

Vamos cantar hosanna ao nosso Rei

Ao filho de Deus montando em um burro

Com pastores e prostitutas,

Com o cego e o leproso

Com o abandonado e o oprimido

Vamos bradar com alegria na vinda de Cristo

E seguir aquele que acolhe o pecador e come com o marginal

Vamos tocar e ver como Deus se aproxima

Cavalgando em triunfo até a cruz

(por Christine Sine, Godspace)

Subvertendo o Império

Comecei a ter idéia do livro nas indicações que a Amazon.com dava com base no meu perfil o livro sempre aparecia na lista, depois de ler diversas indicações que lia nos livros do Alan Hirsch e Michael Frost achei que o livro seria muito interessante e realmente foi.

Um dos propósitos dos autores era posicionar o livro em nosso contexto, e uma das coisas que me marcou bastante foi a descrição do dia a dia dos colossenses (cidadãos de Colossos, hoje na Turquia) na época, uma sociedade que orbitava ao redor dos interesses do Império Romano à medida que este propositadamente deixava sua marca e influência em todos os momentos possíveis da vida naquela época. Nisso o autor foi bem feliz em comparar aquele momento com o nosso, como lá, as pessoas tinham a imagem de César até na louça de casa lembrando quem tornava aquele conforto possível, hoje vivemos um otimismo quando temos uma tecnologia acessível que nos permite fazer muita coisa que era inimaginável há 20 anos atrás, e temos as marcas onipresentes em nossa casa nos lembrando quem torna esse conforto “possível”.

Mas o interessante era ver o porém de tudo isso, enquanto muita gente curtia esse mundo que caminhava com ordem e progresso, surgiam cristãos que viviam a possibilidade de um outro mundo, enquanto a sociedade caminhava bastante estratificada com cada pessoa ocupando seu lugar seja nobre, seja assalariado, seja escravo. Haviam reuniões onde as pessoas não tinham divisões entre elas, o escravo comia a mesma porção do nobre e todas proclamavam Jesus, e não César como Senhor. Imagine a ousadia destes grupos em tomar estas atitudes nas reuniões, ainda mais quando proclamar Jesus como Senhor poderia custar todo o conforto que podia se ter, senão a própria vida.

Havia uma canção que fazia muito sentido a eles e foi proclamado na carta que Paulo escreveu àquela comunidade:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação

pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra,

as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades;

todas as coisas foram criadas por ele e para ele.

Ele é antes de todas as coisas e nele tudo subsiste.

Ele é a cabeça do corpo que é a igreja;

é o princípio e o primogênito dentre os mortos,

para que em tudo tenha a supremacia.

Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude,

e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas tanto as que estão na terra

quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz

pelo seu sangue derramado na cruz.”

Imagine a consequência de se proclamar isso tudo em um mundo em que César é o Senhor e que tudo gira em torno dele. Mas será que as consequências são as mesmas para quem proclama Jesus como o Senhor hoje?

E a conclusão dos autores foi que sim, proclamar Jesus como Senhor significa enxergar todo o custo do conforto que adquirimos hoje e trocar toda nossa dependência ao sistema de vida que vivemos hoje pela vida que Cristo propôs, uma vida muito mais simples e com muito mais vida. Quando nos livros do Alan Hirsch comecei a encontrar nas igrejas da mídia um Jesus tão domesticado que só teria o poder de nos fazer a se comprometer com o sistema das igrejas, neste livro pude distinguir o quanto tantas igrejas hoje se comprometem com o Império à medida que formam somente bons cidadãos que sejam bons profissionais, bons pais de família bastante admirados e distintos em sua sociedade ao invés dos grupos realmente selvagens de cristãos que surgiram após a ressurreição de Cristo que ousavam olhar para outras pessoas, dividir o que é seu e viver o mundo que Cristo começou. As implicações dessa vida em comunidade são mais profundas que ir a igreja e participar das festas que ela promove, e aí a música acima começa a fazer bem mais sentido.

O livro Colossians: Remixed me deu muito trabalho quando entrou em algumas discussões filosóficas sobre pós modernidade e achei algumas contextualizações bem forçadas, mesmo assim valeu muito a pena poder refletir a respeito de tudo isso. Com certeza é algo que faz mais sentido viver do que discutir.

Céu e inferno

Cresci em um contexto em que se falava muito sobre o céu na igreja, hoje eu acho que caímos no extremo de não falar quase nada sobre o céu, até tem motivo, pois se achava que a mensagem de Jesus (quando falava sobre o Reino dos Céus) era exclusivamente sobre a vida que teremos após a morte. Por conta disso, o esforço era que se fizesse com que as pessoas orassem a “oração do pecador” arrependendo-se dos seus pecados e aceitando a Jesus como seu salvador pessoal até o leito de morte, parecia que a oração (e é lógico a intenção da pessoa no momento) ligava uma chavezinha no céu que permitia que ele fosse ao céu ao invés do inferno após a morte.

Ultimamente, tenho aprendido a ver esse “Reino dos céus” como um contraponto a todo sistema de valores que vemos no mundo e a oportunidade de viver essa realidade subversiva a partir de já em nossa vida.

Nas últimas semanas, surgiu uma propaganda de um novo livro do Rob Bell “Love Wins” que suscitou muita polêmica, pois tocou na ferida do pensamento: “os da minha igreja vão para o céu, os que não são, vão para o inferno“,  veja que até o título (mal intencionado) sugere que agora, Rob Bell pensa que não há inferno e todos vão para o céu, veja o vídeo, pra variar Rob Bell introduz muitas sacadas interessantes:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tZouQSdJMdw]

Gosto muito das mensagens desse pastor desde o Nooma, gosto de ouvir suas mensagens na Mars Hill de Michigan, e suas perguntas tem o poder de ecoar muito tempo em nossas mentes, algo que a fé precisa, boas perguntas.

O interessante foi ver todo o alvoroço que isso levantou, por que será que o pessoal fica tão incomodado ao ver uma proposta dessas? Será que o céu é o único chamariz para que as pessoas possam ir a igreja? Será que o céu é o motivo que você vai a igreja?

Tenho uma pergunta que faz toda a diferença nesta questão, e se no final todos fossem ao céu? O que isso muda na sua devoção? Será que você cairia no mundo porque isso não faria a menor diferença no final? É o pensamento do irmão do filho pródigo, viu o irmão sair de casa, ultrajar o pai e na sua volta vê a festa e se revolta, foi fiel ao pai o tempo todo e não pode falar que tem mais alegria que o irmão que fugiu de casa e voltou. Agora, se a ida ao céu tem critérios mais rigorosos, esse tipo de fé te levaria ao céu?

Creio na mensagem de Jesus e que tudo aquilo que ele falou faz sentido hoje, o pecado só faz a vida ser mais miserável, e busco fugir disso, só Jesus para me livrar dessa vida e de mim mesmo, o céu, é a coroação para tudo isso continua sendo minha grande esperança.

Eu creio na Bíblia e no que ela fala do inferno, às vezes a existência do inferno me dá o alívio de que toda a injustiça será exterminada, creio também que tem tanta gente tão cheia de si, que se coloca tão no centro do universo, que não suportaria viver uma eternidade com um Deus que receberá a glória de tudo o tempo todo, o lugar para eles é o inferno, ou será que a presença de Deus explícita será o tormento deles?

Creio também no que Jesus disse, de pessoas que não tem nem idéia do que fizeram, mas serão recebidas por Ele mesmo assim. Por isso, não tenho a menor expectativa de quem não vou encontrar no céu, eu vou ao céu, há muitos que conheço que também vão ao céu, pela vida que vivem e o compromisso que tem em seguir a Jesus, creio por tudo aquilo que Jesus mesmo prometeu na Bíblia, não tenho melhor fonte para isso, busco viver esse céu a partir de agora e busco mostrar o quanto essa vida faz sentido. Mas quanto mais conheço a graça de Deus, menos tenho condições de falar quem não vai ao céu.

Gostei de uma observação do Facebook (Carolina Shaver) “Estou em paz em deixar Deus ser Deus e julgar, quem está certo, quem não está, quem está salvo e quem não está

Natal é Natal, Jesus é Jesus

Me chamou a atenção hoje de manhã, uma notícia que saiu no Estadão de hoje:”Decoração de Natal ”esquece” do Menino Jesus” , não é nenhuma surpresa, apenas uma constatação de um fortalecimento da cultura secular de um tempo para cá. É uma notícia chocante, mas não acho ruim.

Acho chocante porque de uma certa forma é uma rejeição a Jesus, embora grande parte dessa rejeição seja, na verdade, uma rejeição a agenda da igreja cristã dominante. Muita gente ainda considera muito a pessoa de Jesus, embora não seja para adorá-lo, nem seguí-lo, mesmo assim, Jesus só é rejeitado, quando se toma a imagem que a igreja tem feito dele, desse Jesus, as pessoas não querem saber. Agora, a rejeição a Jesus existe desde que ele começou a pregar, não é necessário que ninguém o defenda, nem saia sacrificando Papais Noéis como já cheguei a ver.

Não acho ruim, o Natal de 2010 é só a consolidação de um movimento secular que vem caminhando firme há muito tempo e vai se fortalecer ainda mais. O mundo que a gente conhece hoje vai buscar paz, justiça e prosperidade sem o Deus que a gente conhece e vai se virar dessa forma independente de sabermos se ele vai conseguir isso ou não.

A celebração de Jesus no Natal vai ser cada vez mais particularidade daqueles que o seguem, isso não é o tipo de coisa que deve ser imposta, (a nós mesmos, a sociedade quer impor padrões estranhos ao que cremos e temos sentido que ter valores impostos não é nada agradável) chegou o momento que a presença de Jesus no Natal será manifesta de forma intencional, simples, mas poderosa nos grupos que convivem com Sua presença.

Então, não adianta reclamar que o Natal é consumo e não há nada de Jesus, virou consumo mesmo, o hoje a noite, muitas famílias vão celebrar a chegada do primeiro Apple com seu IPad e a oportunidade de estampar a chegada da maçãzinha em seu carro, varias outras vão servir comida que não da para comer em uma refeição só, a refeição continua até domingo ou segunda. Agora, a chegada de Jesus no Natal depende da decisão que você tomar para sua família de celebrar hoje mas também de viver essa realidade todos os dias.

Ainda bem que ganhei no meu aniversário, um DVD do Charlie Brown que tem o “Natal do Charlie Brown”, espero assistir essa tarde e começar essa celebração.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=dsSZys1pVbA]

Feliz Natal com a presença de Jesus em sua casa!

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007  e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.