Log da semana: a 39 semanas do IMB14

Comecei a semana com 95.7 kgs, o que acionou a luz amarela, me deu a impressão de que a semana havia sido perdida, ainda espero que os efeitos do treino comecem a queimar o excesso a esse médio prazo.

Fiz duas sessões de musculação, o que é um marco (!), não lembro de ter feito musculação duas vezes na semana, conforme post da semana passada, fortalecer é um dos objetivos também, só que devido ao agito para o niver do Pedro, acabei sem bike na semana. Resumindo:

7:05hs de treinos na semana: 1:36hs de musculação, 2:41hs de corrida e 2:48hs de natação.

Se os treinamentos do Rocky Balboa na Rússia (Rocky IV) e do Karatê Kid podem ser levados a sério, hoje deveria adicionar umas 4 horas de treino, isso devido às duas horas levando toda a comida e bebida do carro até o nosso quiosque no Parque Villa Lobos, e depois caminhando à medida que conduzia os convidados da entrada do Parque até nosso cantinho.  De qualquer forma, amanhã não vou treinar, o exercício hoje foi tão intenso que vou precisar descansar, e essa semana é a primeira semana de descanso e restauração, momento de pegar leve.

Natal é Natal, Jesus é Jesus

Me chamou a atenção hoje de manhã, uma notícia que saiu no Estadão de hoje:”Decoração de Natal ”esquece” do Menino Jesus” , não é nenhuma surpresa, apenas uma constatação de um fortalecimento da cultura secular de um tempo para cá. É uma notícia chocante, mas não acho ruim.

Acho chocante porque de uma certa forma é uma rejeição a Jesus, embora grande parte dessa rejeição seja, na verdade, uma rejeição a agenda da igreja cristã dominante. Muita gente ainda considera muito a pessoa de Jesus, embora não seja para adorá-lo, nem seguí-lo, mesmo assim, Jesus só é rejeitado, quando se toma a imagem que a igreja tem feito dele, desse Jesus, as pessoas não querem saber. Agora, a rejeição a Jesus existe desde que ele começou a pregar, não é necessário que ninguém o defenda, nem saia sacrificando Papais Noéis como já cheguei a ver.

Não acho ruim, o Natal de 2010 é só a consolidação de um movimento secular que vem caminhando firme há muito tempo e vai se fortalecer ainda mais. O mundo que a gente conhece hoje vai buscar paz, justiça e prosperidade sem o Deus que a gente conhece e vai se virar dessa forma independente de sabermos se ele vai conseguir isso ou não.

A celebração de Jesus no Natal vai ser cada vez mais particularidade daqueles que o seguem, isso não é o tipo de coisa que deve ser imposta, (a nós mesmos, a sociedade quer impor padrões estranhos ao que cremos e temos sentido que ter valores impostos não é nada agradável) chegou o momento que a presença de Jesus no Natal será manifesta de forma intencional, simples, mas poderosa nos grupos que convivem com Sua presença.

Então, não adianta reclamar que o Natal é consumo e não há nada de Jesus, virou consumo mesmo, o hoje a noite, muitas famílias vão celebrar a chegada do primeiro Apple com seu IPad e a oportunidade de estampar a chegada da maçãzinha em seu carro, varias outras vão servir comida que não da para comer em uma refeição só, a refeição continua até domingo ou segunda. Agora, a chegada de Jesus no Natal depende da decisão que você tomar para sua família de celebrar hoje mas também de viver essa realidade todos os dias.

Ainda bem que ganhei no meu aniversário, um DVD do Charlie Brown que tem o “Natal do Charlie Brown”, espero assistir essa tarde e começar essa celebração.

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Feliz Natal com a presença de Jesus em sua casa!

“Por que sim”não vale

Nada como perguntas das crianças para destravar nossa criatividade, para muitas destas perguntas, já temos um “por que sim“ou “por que não” na manga, hoje decidi me desafiar e jogar estas duas respostas fora, meu filho perguntou:

Por que o 5 (cinco) é barrigudo?

Depois de alguns segundos de apuro, respondi:

Para não ficar igual ao 4 (quatro).

Mas aí ele perguntou,

Por que ele não quer ficar igual ao 4 (quatro).

Mais à vontade respondi.

Por que o 4 (quatro) é menor que ele.

O que você responderia? Já passou por outras situações como essa?

Meu primeiro triathlon

Estava fuçando meu blog antigo, é um negócio bem legal de fazer, quando dá tempo, até que encontrei um meme de 2004 (Tuesday 3) onde respondi coisas que gostaria de ter feito quando era mais jovem, coisas que gostaria de fazer hoje e coisas que gostaria de fazer quando estiver mais velho. Engraçado encontrar que uma das coisas que gostaria de fazer quando era mais jovem era uma prova de Triathlon.

Comecei a pensar mais sério em fazer um triathlon quando vi que estava ganhando condicionamento físico com os meus treinamentos no ano passado, conversei com o professor e vi que era até possível. Entrei na natação, comprei uma bicicleta de estrada e prossegui com os treinos. Até que apareceu uma oportunidade no dia 21 de abril na unidade de aviação do exército em Taubaté. E assim foi um dia muito gostoso com um bom tempo legal, levei a turma de casa e eles gostaram bastante.

A prova é a Short Triathlon que envolve 750m de Natação, 17,4 Km de Ciclismo (o short tem 20 Km) e 5 Km de Corrida.

Natação

Na natação - 375mEram duas voltas de 375 m em um lago com 120 nadadores, faríamos um triângulo até o início e voltaríamos para mais uma volta, a passagem da primeira bóia foi realmente maluca, parei um tempo, tinha um cara pedindo para o pessoal ter calma e como eu estava por dentro, era muita gente disputando um espaço só, não dá para passar sem levar tapa ou chute, por conta disso, acho que fiz o ritmo tão forte que cheguei acabado no final dessa volta, cheguei pensando que não conseguiria fazer a outra volta e acho que isso me derrubou, tentei entrar duas vezes no lago e simplesmente travei. Tenho evoluído bastante na piscina, no entanto, tenho que praticar mais nados em águas abertas. De qualquer forma, a organização me liberou para desfrutar a etapa de ciclismo e corrida.

CiclismoNa bike, 17.4 Km

Chegando em Taubaté, descobri que meu odômetro quebrou, pretendia manter uma velocidade de 30 Km/h e agora a corrida dependia do meu feeling, no final, consegui manter o ritmo que pretendia: com transição e tudo fiz 43’10”. A sensação da corrida é realmente muito gostosa, mas sei que tenho que correr mais.

Corrida

na corrida, 5 KmComecei esta parte final às 11hs com aquele medo do calor, olhava para o céu e nada de nuvem, até me surpreendi com o meu ritmo de 6′ cada Km. Os soldados foram bastante solícitos em disponibilizar água para a hidratação e esfriamento, pois estava bastante calor. Como o final foi bem tranquilo, tinha prometido às crianças que eles terminariam a corrida comigo e foi assim, muito legal!

Vendo os meus tempos e o desempenho médio do pessoal, parece que fui passear lá, fiz de tudo para não atrapalhar o pessoal que queria competir pra valer, ganhei a medalha, mas não foi aquela coisa, pois não fiz 100%, no entanto, a experiência da transição, da natação foi muito legal, quero fazer outro logo, mas vou me preparar um pouco mais, temos um outono e inverno para melhorar meus fundamentos e vamos ver se na primavera volto a curtir realmente tudo isso. Acho que depois de experimentar tudo isso, não dá para parar mais.

O que aprendi na Quaresma

Há um tempo atrás, vi no Facebook uma pergunta muito boa do Mark Scandrette: “O que você aprendeu hoje?”, é o tipo de pergunta muito importante que frequentemente esquecemos de fazer ao final de um dia. Nesta quaresma, busquei a oportunidade de propor a vários amigos a oportunidade de lermos os quatro evangelhos e chegarmos à Páscoa com as palavras, os atos e a vida de Cristo fresquinhas em mente, creio que a Páscoa ganha um sentido especial quando temos esse tipo de preparação. Foi realmente um desafio, não que seja o único tipo de desafio, já ví vários tipos de desafios para a Quaresma que fazem essa época um período cada vez mais especial no ano.

Ler os quatro Evangelhos em 40 dias não é tão simples, precisamos de bastante disciplina, principalmente se tentamos fazer isso em conjunto, nessa Quaresma, tive a grande bênção de ler o evangelho de Mateus e Marcos e parte de João com minha esposa, é diferente, é complicado conciliar o tempo mas é foi muito bom ler com ela, levantar perguntas, buscar respostas, deixar as perguntas ecoarem na mente sem as respostas… e prosseguir buscando viver o aprendizado.

Minha oração nessa Páscoa é viver refletindo a graça, o amor e o cuidado que Jesus tinha com as pessoas com quem ele cruzava, a quem não tinha oportunidade de vencer a multidão que buscava cura, Jesus ia até estas pessoas e curava ele mesmo. Coloquei uma reflexão no Renovatio Café com um video bastante interessante de um cara que foi pra rua viver o que aprendeu com Cristo, sugiro que você veja o video no Renovatio (O que você aprendeu com Jesus – se você está com Internet Explorer, busque o link) e pense até onde nossa fé nos leva. Acho que uma fé com menos freio nos levaria para mais longe, tipo de coisa para lembrar nos próximos dias fora da Quaresma.

Na hora da terra

os Batistas na hora da Terra 2010

Iamos ter um jantar na hora da terra, mas as esfilhas chegaram antes e, com o cheiro e a fome não resistimos, mesmo assim, chegou 20:30, acendemos as velas e desligamos tudo. Às vezes é meio esquisito apagar tudo e estar tão claro lá fora, mas o momento era de festa ecológica para todos nós. Cantamos bastante, jogamos rouba-monte, demos espaço para ouvir das crianças como foi a semana e refletimos bastante na importância e o medo que muitos tem do silêncio. A mensagem do Rob Bell do Nooma, Noise, foi bem lembrada nessa hora, à medida que fugimos do silêncio, impedimos Deus falar. À medida que deixamos TV ligada e se não tiver TV, colocamos uma música para distrair começamos a ouvir muito nós mesmos, precisamos desse momento.

Meu filho dormiu no final e depois passamos um tempo em silêncio até o final, grande hora! Acompanhamos a hora da terra desde 2008 e nos entusiasmamos muito em fazer parte desse movimento no mundo inteiro.

Criança, a alma do negócio

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Assisti esse documentário com minha esposa, o documentário não traz nada de extraordinário, mas nos dá o precioso momento de refletir a respeito do que somos como pais, e quem queremos que molde o caráter de nossos filhos. O documentário foi feito por Estela Renner em parceria com o Instituto Alana (que trabalha com inclusão social).

Recomendo fortemente que você separe 50 minutos para assistir esse video com seu marido/esposa e mais um tempo para conversar, seus filhos precisam muito disso

Clique aqui para você assistir o documentário completo

Quando falo o quanto tenho sido incomodado por uma vida mais intencional, conforme falei alguns posts atrás (A TV não é o inimigo), o problema é quando deixamos a vida nos levar,  é a oportunidade que todo esse sistema de mundo tem para fazer de nós o que quiser, bons alvos, perfeitos consumidores.

Com Jesus Cristo, eu aprendo a ser gente, mas para isso, tenho que decidir ser gente dia a dia.

Retiros, a falta que me faz.

Hoje tinha um pessoal perguntando se nesse Carnaval iria chover ou não, é lógico que esperava que só começasse a chover após a quarta-feira de cinzas, fui meio que imperdoável, mas respondi categoricamente que chove em quase todo Carnaval. Só pude ter essa certeza por causa da minha lembrança de todos estes acampamentos de Carnaval que passei.

Lembrava de um acampamento desses no interior, o pessoal encheu um salão com colchões para os meninos dormirem, quando você entrava no salão sentia até abafado com tanta gente lá, escolhi dormir no meu carro (um fusquinha), o único problema era acordar e molhar meu chinelo naquele mato já molhado pela chuva da madrugada, sensação não muito agradável, mas o tipo de coisa que faz nossa juventude.

Aí me vem aquela crise de abstinência destas coisas, estava falando com uma amiga que também não vai a nenhum acampamento neste feriado, estava meio frustrada, confessei a ela que o primeiro Carnaval sem acampamento é bem chato (estou meio mal de conselhos, não?), para quem já curtiu muito estes acampamentos, acho que o segundo, terceiro e os demais continuam cada vez mais chatos.

Estes momentos me fazem uma tremenda falta: a bagunça da chegada quando você está meio que descobrindo o local e se acostumando com as pessoas que você vai passar os próximos dias; o caderninho de músicas com algumas músicas especiais que vão marcar os momentos que você passou lá; os momentos a sós com Deus quando vemos também outras pessoas nesta devoção; o futebol, que me proporcionava os únicos momentos de bola no ano; as bagunças; as esquetes; os namoros;  as conversas depois das mensagens e a esperança real de que vamos voltar melhor depois do feriado. Não sei se as pessoas voltam do feriado tão bem quanto parecem, e isso não é da minha conta, mas acho que cada vez mais estes retiros são essenciais pra gente se encarar, encarar nossa comunidade e buscarmos o caminho que Jesus nos passou novamente, tentar voltar a essa trilha.

Lógico que há muitas coisas para mudar, fazer todo mundo madrugar para o café da manhã ou fechar a piscina para todo mundo assistir uma palestra chata na parte da tarde faz com que muita gente não lembre destes momentos com tanta nostalgia assim, mas isso tudo não tira a importância que essa oportunidade de retiro nos dá.

Sempre carrego a perspectiva de organizar um acampamento de carnaval para o ano seguinte, depende muito de quem está comigo durante o ano, quem sabe em 2010?

Descanso

A Christine Sine postou uma vez um conceito de Sabbath que ficou na minha mente, que é um dia para descansar e desfrutar de tudo de bom que Deus lhe deu. Uma das perguntas que fazemos ao travesseiro que conversamos foi a respeito do tempo, a pergunta que fazemos é “Como maximizar o tempo para fazer tudo o que precisamos?”, acho que acabei frustrando o pessoal, pois minha resposta foi mudar a pergunta. Para mim, maximizar o tempo é coisa para máquinas e sistemas de produção, nós não somos máquinas, nossa disposição não é a mesma o tempo todo, há dias que estamos mais propensos a abraçar e há dias que o melhor que temos a fazer é parar de abraçar mesmo.

E temos o descanso, o tempo para desfrutar de tudo o que temos e conquistamos. Tempo para olhar a tudo isso e agradecer a Deus. E tenho a bênção de poder olhar para estes últimos dias e realmente agradecer a Deus por tudo que pude passar com minha família.

Quando ia para o interior, costumava passar os dias em um hotel em Serra Negra, tão grande, que só saía um dia do hotel para experimentar o café da cidade e visitar a lan house para aliviar minha crise de abstinência. Dessa vez, fui para um hotel menor em Águas de Lindóia, mais barato, mas com instalações bem mais novas e melhores. Quando falávamos de onde costumávamos ir, o pessoal nos falava do quanto aquele hotel era meio impessoal, pois era mais difícil conhecer outras pessoas, e fomos entender isso no final, pois o pessoal chamava nossos filhos pelo nome e nós também aos novos amigos das crianças.

Outro desafio era exercer a criatividade para sair do hotel e passear, aí foi outra grande surpresa, pois pude passar com as crianças momentos diferentes sempre pensando em momentos que fazem nossas férias e honram nosso descanso, momentos para experimentar coisas novas e receber novos insights para a vida. Fomos a uma fazendinha onde as crianças puderam conhecer os animais da fazenda e até tirar leite da vaca, eu nunca tivera esta oportunidade na minha breve vida paulistana. Teve um outro momento mágico para mim quando pude fazer arvorismo, há muito tempo queria experimentar essa aventura, e fui sozinho com o monitor tremer a 15 metros de altura de uma árvore a outra, foi fantástico, estava torcendo para não ter que enfrentar uma tirolesa daquela altura, mas não teve mesmo jeito, me conectaram todo ao cabo e tive que me lançar pra frente, isso me faz lembrar muito a questão dos riscos que tenho que tomar para vida, o passo é difícil, mas a descida é maravilhosa!

Levei meu notebook para dar alguma olhadinha na internet, só pude fazê-lo na segunda noite, li alguma coisa do Eugene Peterson “Leap over Wall” que me fez pensar muito durante o restante dos dias que estava lá, como minha esposa terminou de ler “A Cabana”, estive também à vontade para avançar alguns capítulos enquanto minha filha brincava até às 23hs. O fato é que pude aproveitar melhor esses dias todos quando estive mais disponível para jogar fliperama com um pessoal e conversar também, é isso que faz a vida.

Na volta, minha filha chorou, lembrei de alguns momentos da adolescência quando via muita gente chorar no final de acampamento. Embora ela não tivesse vendo as coisas dessa forma, prometi a ela me empenhar para promover mais momentos desse tipo de choro a ela.