A TV não é o inimigo

Estou repensando minha relação com a TV.

A TV é importante pra mim. Eu cresci assistindo à TV, vi muita coisa boa, como muita coisa ruim, como muita coisa que não acrescentou em nada, é difícil não ver uma casa que não tenha uma TV bem posicionada em casa, e queira ou não, o relacionamento com a TV é uma escolha muito importante que toda família faz. Me marcou bastante quando estávamos na casa do Mark Scandrette, ele iria sair e deixar a casa com a gente, e falou que se a gente quisesse ver alguma TV (o que seria bem interessante ver como era lá em San Francisco), mostrou a TV que estava no chão, com a tomada enrolada.

Depois que assinei a uma TV, me libertei das novelas, ontem cheguei a assistir uma parte do final da “Favorita”, mesmo não assistindo um único capítulo, pelas conversas que se tem ao redor e pelas manchetes que você vê no UOL, dava até para entender o que acontecia, mas é engraçado pensar que quando uma novela começa, passando mais um tempo, você se lembra bem pouco do que a última novela falava, a penúltima, você não lembra mais nada, vão-se as histórias, ficam os valores. Saindo do mundo das novelas, chegou uma época que eu tinha uma grade semanal inteira dos seriados que passavam na TV, hoje estou meio perdido, ainda não consigo mas acompanhar nenhum deles como acompanhava antes.

A TV dá realmente um momento de descanso pra gente, eu me divirto muito com alguns programas, o problema é pensar o quanto ela pode ser central na minha vida. Quando a gente começa a ter algum propósito na vida, tem coisas que a gente realmente tem que repensar, se essas horas de TV são só distração, essas horas são também oportunidades perdidas.

É fácil meter o pau na TV como o inimigo da família, mas é preciso ter em mente que a TV é só o que escolhemos para nos entorpecer, pode ser a Internet, algum livro ou mesmo algum video-game, o inimigo mesmo é a nossa preguiça em colocar uma direção aos nossos dias e estas horas.

Se quero alguma coisa diferente para este ano, tenho que utilizar melhor o meu tempo muito difícil de se aproveitar, se quero que as coisas caminhem diferente, tenho mesmo que escolher o que fazer, se for assistir a um filme ou a algum programa interessante, OK, se for para ligar a TV para ver o que está passando, são horas que começo a despejar no ralo.

Nesses últimos dias, assistimos a alguns programas juntos (Phyneas e Ferbes é o campeão da família), mas desligamos a TV para a refeição e não faço muita questão de ligar novamente, só se tenho alguma coisa mais específica para assistir. Como o Phyneas mesmo faz, quero perguntar toda noite: o que vamos fazer hoje?

Sei também que isso não é só na minha casa, ontem a noite, o Brasil parou para ver o que iria acontecer com a Flora e a Donatella, daqui a seis meses, pouquíssimos vão lembrar do que aconteceu com elas. O que será que esse entorpecimento geral tem gerado? Como será que podemos propor algo melhor para eles?

E 2008, como foi?

De repente chegamos ao final de 2008, desde que comecei meu blog, tenho colocado algumas coisas que tem me marcado em cada ano, como esse final de ciclo me dá uma boa oportunidade para rever para onde a vida tem caminhado, estes posts tem servido bem para essa revisão, eu costumava listar os livros que mais gostei, mas li somente 6 livros este ano, então espero melhorar essa performance, os melhores filmes você vai ver no post abaixo a respeito dos prêmios que ganhei. vamos lá:

Renovatio Café – Comecei o ano fuçando no Joomla e chamando um pessoal para colaborar com um site que serviria de estímulo para a tal de conversa emergente, lançamos o site no final de fevereiro e este tem me dado muito trabalho e muita satisfação em conhecer gente legal e saber o que Deus tem feito de novo aqui no Brasil. Com a colaboração e envolvimento do pessoal, o site já tem uma cara bastante própria, já tem um conteúdo realmente interessante que tenho toda firmeza em indicar, além disso, o site me deu a oportunidade de conversar pessoalmente com um pessoal muito legal que antes só conhecia pelos livros e ações na internet e que geraram entrevistas muito interessantes como Tom e Christine Sine, Spencer Burke, Rubens Muzio e o Mark Scandrette (cuja entrevista devo lançar nas próximas semanas).

Visita do Spencer Burke a São Paulo – e é como falei, em um momento me inspirava com o site The Ooze desejando um dia ter um site igual aqui no Brasil e em outro, estou conversando com o próprio Spencer Burke em minha casa. Sua visita coincidiu com o dia do meu aniversário, com ele promovemos uma conversa muito boa com a turma da conversa emergente de São Paulo a qual deixamos seu registro no Renovatio Café, e levantamos várias possibilidades de projetos para o futuro juntos. Foi um final de semana realmente intenso e marcante.

Perguntas que fazemos ao travesseiro – Estava com este projeto em mente há bastante tempo e com a ajuda do Sandro Baggio e o pessoal do Projeto 242, pudemos fazer quatro encontros muito legais, conversar de forma que fazia há muito tempo não tinha conversas tão gostosas. Já tem gente cobrando mais encontros no próximo ano e isso é bom!

– Meu carro – precisei trocar o carro esse ano, não troquei a marca, somente troquei por um outro “zero”, essa compra foi relevante porque afetou todo meu orçamento até 2010, fora meu apartamento, nunca fiz um financiamento tão grande, isso meio que me incomoda, mas apertamos o cinto e desfrutamos o carro.

– Os prêmios do Estadão – Se de um lado, o dinheiro está mais curto, de outro, recebi graça em ganhar vários ingressos do meu jornal para diversão da família, em uma promoção ganhei seis pares de ingresso para cinema, fazia muito tempo que não assistia tantos filmes que eu queria, e nessa série de “nunca na história dessa família” ganhamos ingressos para ir ao circo e ao teatro. Isso fora nossas visitas ao Parque da Mônica, próximo no final dessa semana e nossa oportunidade de voltar ao Hopi Hari nas próximas férias, a nossa primeira vez, em julho, foi por nossa conta.

– O que não deu tão certo – à medida que as tentativas implicam risco de sucesso assim como de insucesso, é interessante lembrar o que não deu tão certo esse ano, pelo menos tentei, posso citar então o Projeto Mandaqui, meu desejo em aprender a cozinhar e reunir o pessoal para cafés no Starbucks às quartas feiras, estes dois últimos ficam para 2009.

Se você gosta destas retrospecitvas, veja outras:

E tem as minhas dos últimos anos, talvez até tenha começado alguns da mesma forma:

City walking

Sábado passado tentei aproveitar a noite para passear com a família para ver as luzes de natal da cidade, achei melhor ir neste sábado do que o próximo quando estaremos às vésperas do natal, não adiantou muito, pois o trânsito estava bem complicado já a partir da subida do Pacaembú para a Dr. Arnaldo, de qualquer forma, ao contrário de outros anos que somente passava pela Paulista de carro, resolvi parar e passear com a turma. Foi demais!

As luzes estão realmente muito bonitas, o clima do pessoal passeando era muito gostoso, o parque Trianon está realmente lindo e o momento se tornou ainda mais especial quando pudemos ver um pequeno coral se apresentando. A grande pena foi não pegar o banco Real aberto, pois iria abrir à noite a partir de hoje (planejei antecedência demais, acho). Gosto muito de andar na Av. Paulista, lógico que com o Natal o clima era muito melhor, mas nada como dar uma caminhada na cidade com a família.

Acho que o ato de caminhar na cidade nos dá meio um sabor de desfrutar a cidade, toda viagem que faço com a família a gente sempre faz aquela questão de “dar uma volta”, parar em um café, etc. O difícil é fazer isso em São Paulo, principalmente à noite. Por causa disso que acabei me tornando aquele “rato” de shopping center, e acho que a alegria que tinha e que via no rosto de muita gente naquela noite, já mostra que a comodidade do passeio no shopping center não resolve este gosto de se desfrutar a cidade em que se está.

Não tirei fotos, me arrependia constantemente pois a todo momento poderia encontrar gente tirando foto de alguma coisa naquela noite. De qualquer forma os momentos ficaram na memória, minha e das crianças.