Descanso

A Christine Sine postou uma vez um conceito de Sabbath que ficou na minha mente, que é um dia para descansar e desfrutar de tudo de bom que Deus lhe deu. Uma das perguntas que fazemos ao travesseiro que conversamos foi a respeito do tempo, a pergunta que fazemos é “Como maximizar o tempo para fazer tudo o que precisamos?”, acho que acabei frustrando o pessoal, pois minha resposta foi mudar a pergunta. Para mim, maximizar o tempo é coisa para máquinas e sistemas de produção, nós não somos máquinas, nossa disposição não é a mesma o tempo todo, há dias que estamos mais propensos a abraçar e há dias que o melhor que temos a fazer é parar de abraçar mesmo.

E temos o descanso, o tempo para desfrutar de tudo o que temos e conquistamos. Tempo para olhar a tudo isso e agradecer a Deus. E tenho a bênção de poder olhar para estes últimos dias e realmente agradecer a Deus por tudo que pude passar com minha família.

Quando ia para o interior, costumava passar os dias em um hotel em Serra Negra, tão grande, que só saía um dia do hotel para experimentar o café da cidade e visitar a lan house para aliviar minha crise de abstinência. Dessa vez, fui para um hotel menor em Águas de Lindóia, mais barato, mas com instalações bem mais novas e melhores. Quando falávamos de onde costumávamos ir, o pessoal nos falava do quanto aquele hotel era meio impessoal, pois era mais difícil conhecer outras pessoas, e fomos entender isso no final, pois o pessoal chamava nossos filhos pelo nome e nós também aos novos amigos das crianças.

Outro desafio era exercer a criatividade para sair do hotel e passear, aí foi outra grande surpresa, pois pude passar com as crianças momentos diferentes sempre pensando em momentos que fazem nossas férias e honram nosso descanso, momentos para experimentar coisas novas e receber novos insights para a vida. Fomos a uma fazendinha onde as crianças puderam conhecer os animais da fazenda e até tirar leite da vaca, eu nunca tivera esta oportunidade na minha breve vida paulistana. Teve um outro momento mágico para mim quando pude fazer arvorismo, há muito tempo queria experimentar essa aventura, e fui sozinho com o monitor tremer a 15 metros de altura de uma árvore a outra, foi fantástico, estava torcendo para não ter que enfrentar uma tirolesa daquela altura, mas não teve mesmo jeito, me conectaram todo ao cabo e tive que me lançar pra frente, isso me faz lembrar muito a questão dos riscos que tenho que tomar para vida, o passo é difícil, mas a descida é maravilhosa!

Levei meu notebook para dar alguma olhadinha na internet, só pude fazê-lo na segunda noite, li alguma coisa do Eugene Peterson “Leap over Wall” que me fez pensar muito durante o restante dos dias que estava lá, como minha esposa terminou de ler “A Cabana”, estive também à vontade para avançar alguns capítulos enquanto minha filha brincava até às 23hs. O fato é que pude aproveitar melhor esses dias todos quando estive mais disponível para jogar fliperama com um pessoal e conversar também, é isso que faz a vida.

Na volta, minha filha chorou, lembrei de alguns momentos da adolescência quando via muita gente chorar no final de acampamento. Embora ela não tivesse vendo as coisas dessa forma, prometi a ela me empenhar para promover mais momentos desse tipo de choro a ela.

A TV não é o inimigo

Estou repensando minha relação com a TV.

A TV é importante pra mim. Eu cresci assistindo à TV, vi muita coisa boa, como muita coisa ruim, como muita coisa que não acrescentou em nada, é difícil não ver uma casa que não tenha uma TV bem posicionada em casa, e queira ou não, o relacionamento com a TV é uma escolha muito importante que toda família faz. Me marcou bastante quando estávamos na casa do Mark Scandrette, ele iria sair e deixar a casa com a gente, e falou que se a gente quisesse ver alguma TV (o que seria bem interessante ver como era lá em San Francisco), mostrou a TV que estava no chão, com a tomada enrolada.

Depois que assinei a uma TV, me libertei das novelas, ontem cheguei a assistir uma parte do final da “Favorita”, mesmo não assistindo um único capítulo, pelas conversas que se tem ao redor e pelas manchetes que você vê no UOL, dava até para entender o que acontecia, mas é engraçado pensar que quando uma novela começa, passando mais um tempo, você se lembra bem pouco do que a última novela falava, a penúltima, você não lembra mais nada, vão-se as histórias, ficam os valores. Saindo do mundo das novelas, chegou uma época que eu tinha uma grade semanal inteira dos seriados que passavam na TV, hoje estou meio perdido, ainda não consigo mas acompanhar nenhum deles como acompanhava antes.

A TV dá realmente um momento de descanso pra gente, eu me divirto muito com alguns programas, o problema é pensar o quanto ela pode ser central na minha vida. Quando a gente começa a ter algum propósito na vida, tem coisas que a gente realmente tem que repensar, se essas horas de TV são só distração, essas horas são também oportunidades perdidas.

É fácil meter o pau na TV como o inimigo da família, mas é preciso ter em mente que a TV é só o que escolhemos para nos entorpecer, pode ser a Internet, algum livro ou mesmo algum video-game, o inimigo mesmo é a nossa preguiça em colocar uma direção aos nossos dias e estas horas.

Se quero alguma coisa diferente para este ano, tenho que utilizar melhor o meu tempo muito difícil de se aproveitar, se quero que as coisas caminhem diferente, tenho mesmo que escolher o que fazer, se for assistir a um filme ou a algum programa interessante, OK, se for para ligar a TV para ver o que está passando, são horas que começo a despejar no ralo.

Nesses últimos dias, assistimos a alguns programas juntos (Phyneas e Ferbes é o campeão da família), mas desligamos a TV para a refeição e não faço muita questão de ligar novamente, só se tenho alguma coisa mais específica para assistir. Como o Phyneas mesmo faz, quero perguntar toda noite: o que vamos fazer hoje?

Sei também que isso não é só na minha casa, ontem a noite, o Brasil parou para ver o que iria acontecer com a Flora e a Donatella, daqui a seis meses, pouquíssimos vão lembrar do que aconteceu com elas. O que será que esse entorpecimento geral tem gerado? Como será que podemos propor algo melhor para eles?

Inspiração para este ano

Esta manhã, dois links mexeram comigo:

Eugene Cho – Eugene é o pastor da Quest, uma comunidade multiracial de Seatle que toca também a Q Café, um sonho de café missional na cidade, ele postou ainda hoje “thank God for George“, um agradecimento a um amigo seu que o acompanha desde quando começaram as primeiras reuniões para início da Quest. O que me marcou, foi ele lembrar da experiência de fazer os primeiros encontros quando ele distribuía vários convites e o preocupava saber se alguém viria. É o tipo de coisa que já passei várias vezes, promover alguns encontros e não ter a menor idéia de quem vai aparecer e a tensão de saber com que consideração as pessoas estão vendo estes momentos que você planeja com bastante carinho. Não é o tipo de atividade para quem não queira se machucar, não dá para promover estes encontros sem entrega. É um risco realmente inevitável, mas, considerando o que está em jogo, necessário, e vendo o que aconteceu somente 8 anos depois, animador.

Mennohauss – Descobri essa comunidade, pois o Renovatio Café foi linkado por eles e recebemos ontem a primeira visita, eles definiram a Mennohauss como uma “tradição ocasional de grandes amigos, comida saborosa, conversas significativas, arroz com feijão comunitários e aprendizado entre gerações”. Não deu para saber muito deles logo de início no blog deles, pois ainda são poucos posts, não sei se tem brasileiros no meio, por causa de um dos líderes ser chamado de Flávio e de terem arroz com feijão, mas creio que estão em um início de jornada, e já fizeram algumas coisas bem interessantes.  Eles me lembraram a Small Boat Big Sea, da Austrália, que gostam de marcar a celebração deles com boa comida, dá realmente uma cara muito generosa aos encontros.

É o tipo de coisa que me joga de joelhos para falar pra Deus, aí falo tantas coisas desde “ahh… de novo!” até “como? como? como? como?”. Quem já lê meus posts há mais tempo, já sabe o quanto tem dias que sou sensível a isso tudo. Sei lá, vamos ver o que a gente faz com esses sonhos todos!

Começando 2009

Tinha uns anos que eu começava imaginando uma folha em branco, muitas oportunidades para criar projetos extremamente novos e tornar as coisas realmente diferentes. Não vejo este ano dessa forma, mas isso não significa que não continue vendo tudo de forma bastante otimista. Vendo o último post, aconteceu tanta coisa legal no ano passado que não dá para não aproveitar tudo de bom que passei para ter experiências ainda melhores, não tenho mais uma folha em branco, mas tenho muitas ferramentas para tornar essa folha ainda mais bonita!

E 2008, como foi?

De repente chegamos ao final de 2008, desde que comecei meu blog, tenho colocado algumas coisas que tem me marcado em cada ano, como esse final de ciclo me dá uma boa oportunidade para rever para onde a vida tem caminhado, estes posts tem servido bem para essa revisão, eu costumava listar os livros que mais gostei, mas li somente 6 livros este ano, então espero melhorar essa performance, os melhores filmes você vai ver no post abaixo a respeito dos prêmios que ganhei. vamos lá:

Renovatio Café – Comecei o ano fuçando no Joomla e chamando um pessoal para colaborar com um site que serviria de estímulo para a tal de conversa emergente, lançamos o site no final de fevereiro e este tem me dado muito trabalho e muita satisfação em conhecer gente legal e saber o que Deus tem feito de novo aqui no Brasil. Com a colaboração e envolvimento do pessoal, o site já tem uma cara bastante própria, já tem um conteúdo realmente interessante que tenho toda firmeza em indicar, além disso, o site me deu a oportunidade de conversar pessoalmente com um pessoal muito legal que antes só conhecia pelos livros e ações na internet e que geraram entrevistas muito interessantes como Tom e Christine Sine, Spencer Burke, Rubens Muzio e o Mark Scandrette (cuja entrevista devo lançar nas próximas semanas).

Visita do Spencer Burke a São Paulo – e é como falei, em um momento me inspirava com o site The Ooze desejando um dia ter um site igual aqui no Brasil e em outro, estou conversando com o próprio Spencer Burke em minha casa. Sua visita coincidiu com o dia do meu aniversário, com ele promovemos uma conversa muito boa com a turma da conversa emergente de São Paulo a qual deixamos seu registro no Renovatio Café, e levantamos várias possibilidades de projetos para o futuro juntos. Foi um final de semana realmente intenso e marcante.

Perguntas que fazemos ao travesseiro – Estava com este projeto em mente há bastante tempo e com a ajuda do Sandro Baggio e o pessoal do Projeto 242, pudemos fazer quatro encontros muito legais, conversar de forma que fazia há muito tempo não tinha conversas tão gostosas. Já tem gente cobrando mais encontros no próximo ano e isso é bom!

– Meu carro – precisei trocar o carro esse ano, não troquei a marca, somente troquei por um outro “zero”, essa compra foi relevante porque afetou todo meu orçamento até 2010, fora meu apartamento, nunca fiz um financiamento tão grande, isso meio que me incomoda, mas apertamos o cinto e desfrutamos o carro.

– Os prêmios do Estadão – Se de um lado, o dinheiro está mais curto, de outro, recebi graça em ganhar vários ingressos do meu jornal para diversão da família, em uma promoção ganhei seis pares de ingresso para cinema, fazia muito tempo que não assistia tantos filmes que eu queria, e nessa série de “nunca na história dessa família” ganhamos ingressos para ir ao circo e ao teatro. Isso fora nossas visitas ao Parque da Mônica, próximo no final dessa semana e nossa oportunidade de voltar ao Hopi Hari nas próximas férias, a nossa primeira vez, em julho, foi por nossa conta.

– O que não deu tão certo – à medida que as tentativas implicam risco de sucesso assim como de insucesso, é interessante lembrar o que não deu tão certo esse ano, pelo menos tentei, posso citar então o Projeto Mandaqui, meu desejo em aprender a cozinhar e reunir o pessoal para cafés no Starbucks às quartas feiras, estes dois últimos ficam para 2009.

Se você gosta destas retrospecitvas, veja outras:

E tem as minhas dos últimos anos, talvez até tenha começado alguns da mesma forma:

Cada um no seu quadrado?

Quando a gente estava planejando os encontros do “Perguntas que fazemos ao travesseiro”, a gente começou a viajar com vários filmes com os quais podemos relacionar e contar as verdades de Deus para o pessoal, daí comecei a juntar alguns vídeos em meu YouTube como recursos que poderia utilizar a qualquer momento para contar estórias, exatamente como Jesus fazia, um deles é o video abaixo, bem intrigante nessa época do ado, aado

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Me fala o que você achou, parece que chegou a ganhar um Oscar