Escrevendo sob demanda

Comparado ao que escrevia antes, coisa que dá para ver facilmente no meu blog antigo, e ao que tenho escrito recentemente neste blog, dá para ver que minha rotina mudou bastante. De qualquer forma, não deixei de atualizar o Twitter, acho que essa deve ser mesmo uma tendência geral, de se mandar recados rápidos pelo Twitter e, quando você está a fim de escrever mais, voltar ao blog.

Ironicamente, em um momento em que comecei a escrever bem menos, comecei a receber convites para escrever como “blogueiro convidado” como você pode ver nos posts “meu dia de boas notícias” e “correndo como uma prática espiritual“, não foi tão difícil para mim escrever, uma vez que tinha a motivação de fazer parte de um trabalho maior, que foram as séries promovidas pelo JR Woodward e a Christine Sine, e também pois tinha uma proposta para o que teria que fazer, foi aí que tive a idéia de promover uma série pelo Renovatio Café, convidei um pessoal muito legal para escrever uma “Carta à igreja do Brasil”, boa parte deles respondeu muito positivamente à proposta e passamos o mês de setembro com reflexões bem diversas e muito interessantes a respeito de vários tipos de visões sobre a igreja no Brasil e sonhos sobre o que esperam que aconteçam com a igreja, uma vez que nós como cristãos fazemos parte dela.

Ontem mesmo eu postei minha reflexão concluindo toda a série, convido você a dar uma olhada, aproveite e veja tudo o que rolou neste mês. Fiquei muito contente com o resultado, ficou realmente muito bom!

Correr como prática Espiritual

 

Papai, Maria Ester e Pedro Henrique
Papai, Maria Ester e Pedro Henrique (de trás para frente)

A Christine Sine publicou meu texto hoje, você pode vê-lo neste post, A observação dela antes do texto nos faz entender melhor em ser bem mais abrangentes naquilo que nos leva a Deus. Publiquei o texto em português no Renovatio Café. Espero que te inspire.

E aí está minha foto que já está rodando o mundo: depois da corrida do SESC Santana, “Ruas de Santana” (6 Km), logo depois, minha filha iria estrear com seus fantásticos 200m.

 

O que você entende como uma prática espiritual?

Eu cresci em uma igreja presbiteriana, e a maior herança que tenho desse ambiente foi o conhecimento bíblico que tive nas Escolas Dominicais e também a minha capacidade de liderança e organização, bastante desenvolvidos no meu envolvimento com grupo de jovens. No entanto, à medida que tenho visto vários exemplos de comunidades missionais e emergentes, tenho sentido uma grande falta na minha capacidade em criar momentos de encontros com Deus ou de vislumbrar um processo de formação espiritual. A igreja protestante brasileira em geral tem poucas práticas, se de um lado a gente ganhou em não cair em ritualismos mortos, perdemos muito em não desenvolver nosso imaginário da presença de Deus em nosso meio.

Por isso tudo, tenho aprendido bastante com vários blogs de grupos missionais espalhados pelo mundo, especialmente pelo pessoal do Mustard Seed Associates, que tem feito frequentemente desafios muitíssimo interessantes para desenvolvimento prático da nossa fé. No começo do verão americano, a Christine Sine iniciou uma série buscando o ponto de vista de várias pessoas a respeito do que significam práticas espirituais, desde então, tenho visto posts surpreendentes de pessoas que tem esse encontro com Deus através de várias atividades bem do dia a dia, vale à pena ver e acompanhar! Veja uma lista atualizada do que foi publicado até agora.

A despeito da minha grande inexperiência nessa área, também fui convidado a compartilhar alguma prática espiritual, conforme já compartilhei com vocês, minha fraqueza evidencia como isso se tornou em um grande desafio para mim, no entanto já preparei um texto sobre minhas corridas como práticas espirituais, espero publicar a versão em inglês até amanhã e compartilho em português até o final da semana.

Orientação

Meu progresso nas minhas atividades físicas não tem sido segredo a ninguém, desde quando comecei a acordar mais cedo e caminhar e ouvir as mensagens do Rob Bell e do Erwin McManus tenho compartilhado aqui, afinal, essa é uma mudança que tem feito uma boa diferença no meu dia a dia, quando era adolescente já gostava de correr, parei um tempão e é realmente bom voltar a ter uma rotina dessas! A motivação mudou, hoje eu ouço as mensagens no carro na minha volta do trabalho para casa, mesmo assim, tenho me animado ainda mais à medida que tenho participado destas provas de 5 Km (por enquanto) na USP, o clima destas provas é muito bom.

Nas últimas semanas, um amigo que é professor de Educação Física começou a me ajudar com planilhas semanais de treinamento, à medida que faço o que ele prescreveu, compartilho a performance em disposição e ritmo dos exercícios, e isso foi um passo bastante importante nesse processo de atividade física. Ser orientado é outra coisa, eu faço os exercícios com a certeza de que esse esforço já faz parte de um contexto e vai me levar a algum lugar, graças a isso tudo, eu consigo ter objetivos em prazos bem definidos. A gente estava conversando que o homem precisa de projetos e objetivos, tenho sido perguntado de quais são os meus projetos, e acho que, no geral, estes objetivos de participar de algumas provas mais desafiadoras são os que estão bem mais ao meu alcance agora.

Hoje em dia, eu tenho buscado orientação não somente nas atividades físicas, que hoje já faço de forma bem segura, mas em outras coisas da vida que preciso desenvolver, e isso tudo é chave para um monte de frustração com as quais  convivemos hoje. Não foi à toa que Jesus definiu que o desenvolvimento da sua igreja não se daria tanto com salas de aula, mas com relacionamento mestre/discípulo; a vida como ele ensinou e viveu seria passada com vida. Esse desenvolvimento requer mestres que tenham o que ensinar e discípulos que estejam dispostos a aprender. Mais tarde, aparece Paulo encorajando as comunidades a se engajarem com o que de melhor eles são para que todos sejam maduros, já pensou isso, uma turma em que todo mundo colabora para maturidade de todos? E é isso que a gente precisa, conversa, busca, reconhecimento do que precisa melhorar, reconhecimento de quem pode ajudar e esforço para que todos estejam bem.

Sei lá, parece que a gente vê mestres demais por aí, mas à medida que a gente não vê tanta coisa legal acontecendo, não sei se o passo anterior de reconhecer que precisamos entrar em uma jornada de aprendizado seja bem mais necessária agora.

Sim, há boas notícias

Durante essa Páscoa há muito o que celebrar, o JR Woodward convidou vários blogueiros, autores, praticantes e professores não somente de várias partes dos Estados Unidos, mas também da Ásia, Europa e Américas para anunciar quais são as boas notícias que gostaríamos de anunciar se tivéssemos um jornal à nossa disposição.

Veja a lista dos participantes , fui convidado e pude escolher o dia 17 de maio (quem me conhece sabe porque) para compartilhar. O JR tem um engajamento missional notável, além de ser um pastor extremamente organizado, basta ver as séries que ele já publicou em seu blog. Vale a pena ver o que ele tem falado e o que esse pessoal todo vai falar até o Pentecostes.

Reflexão pós-quaresma

No começo do ano, repassei para um pessoal próximo, um post muitíssimo interessante do Mustard Seed Associates, enquanto eles propunham um calendário alternativo, nos colocaram um questionamento muito interessante: Quem ou o quê define o ritmo do seu ano? Você é daqueles que espera começar as propagandas do dia das mães para começar a se preocupar com isso, espera os primeiros ovos de páscoa surgirem no supermercado para aguardar esse “feriado”? Uma resposta bem sincera, mostra o quanto estamos realmente secularizados. O salmista pede a Deus para ensiná-lo a contar os dias para alcançar um coração sábio, talvez porque quando a gente não consegue mais contar os dias e deixa que os dias passem de forma tão corrida, deixamos de aproveitar o momento, refletir para onde a vida vai e quem sabe direcionar para onde deveria ir.

Aprendi demais nessa quaresma, eu até tinha me proposto a escrever alguma reflexão no syncroblog organizado pela Christine Sine, mas eu só conseguia acompanhar parte de muita coisa boa que aparecia dia a dia pelo Google Reader, eram reflexões, orações, arquivos e videos como os que compartilhei aqui ou pelo Twitter, na verdade foi muito legal ver tanta coisa boa me chamando a pensar no que essa Páscoa realmente significa para mim, resposta a um trabalho muito bem pensado com o lançamento de um guia para a quaresma. Como foi legal ver tantas manifestações ricas nos cultos das igrejas que acompanho por aqui, tanta coisa legal que precisa ser colocado ao vivo e curtido em comunidade aqui.

A Páscoa não termina aqui, daqui até o Pentecoste, há mais 50 dias para refletir sobre todo o tempo que Jesus Cristo ressurreto esteve com os discípulos, há também um guia para estes dias, há muito para aprender e espero poder praticar isso tudo logo.

Segunda corrida

foto-00092Aí estou eu meio detonado depois dos 5 Kms da Batavo, a prova foi na USP, mas em um circuito bem diferente da Corporate, que corri em agosto do ano passado. Tinha uns aclives a mais e o sol apareceu com toda a vontade (começamos com 28C e terminamos com 32Cs)! Foi uma manhã muito gostosa, pude correr com mais 14000 pessoas que formavam uma paisagem muito bonita, quando se via na reta todo o pessoal á frente cuidando da saúde e mostrando boa vontade.

Por causa dos 5 Kms do ano passado, estava pensando em completar o percurso em 42 minutos, como na semana passada, pude completar com um amigo, os mais ou menos 5 quilômetros na casa dos 41 minutos, já melhorei minhas perspectivas para 40 minutos. Pude iniciar os primeiros 750 metros com uma pequena corrida e parti para os aclives com uma caminhada com uma passada mais apertada, depois da água nos 2,5 quilômetros, descemos com mais uma corrida e pude fazer os últimos 100 metros com aquele sprint, foi uma surpresa olhar para o relógio marcando 39:00:90, melhor do que previra, os batimentos cardíacos fecharam na média de 188, por isso mesmo, passei o restante do domingo um caco, mas disposto a voltar a mais caminhadas ainda no meio da semana.

Nesta edição, levei um amigo que ficou bastante entusiasmado em participar, na próxima, as mulheres já estarão incluídas.

Retiros, a falta que me faz.

Hoje tinha um pessoal perguntando se nesse Carnaval iria chover ou não, é lógico que esperava que só começasse a chover após a quarta-feira de cinzas, fui meio que imperdoável, mas respondi categoricamente que chove em quase todo Carnaval. Só pude ter essa certeza por causa da minha lembrança de todos estes acampamentos de Carnaval que passei.

Lembrava de um acampamento desses no interior, o pessoal encheu um salão com colchões para os meninos dormirem, quando você entrava no salão sentia até abafado com tanta gente lá, escolhi dormir no meu carro (um fusquinha), o único problema era acordar e molhar meu chinelo naquele mato já molhado pela chuva da madrugada, sensação não muito agradável, mas o tipo de coisa que faz nossa juventude.

Aí me vem aquela crise de abstinência destas coisas, estava falando com uma amiga que também não vai a nenhum acampamento neste feriado, estava meio frustrada, confessei a ela que o primeiro Carnaval sem acampamento é bem chato (estou meio mal de conselhos, não?), para quem já curtiu muito estes acampamentos, acho que o segundo, terceiro e os demais continuam cada vez mais chatos.

Estes momentos me fazem uma tremenda falta: a bagunça da chegada quando você está meio que descobrindo o local e se acostumando com as pessoas que você vai passar os próximos dias; o caderninho de músicas com algumas músicas especiais que vão marcar os momentos que você passou lá; os momentos a sós com Deus quando vemos também outras pessoas nesta devoção; o futebol, que me proporcionava os únicos momentos de bola no ano; as bagunças; as esquetes; os namoros;  as conversas depois das mensagens e a esperança real de que vamos voltar melhor depois do feriado. Não sei se as pessoas voltam do feriado tão bem quanto parecem, e isso não é da minha conta, mas acho que cada vez mais estes retiros são essenciais pra gente se encarar, encarar nossa comunidade e buscarmos o caminho que Jesus nos passou novamente, tentar voltar a essa trilha.

Lógico que há muitas coisas para mudar, fazer todo mundo madrugar para o café da manhã ou fechar a piscina para todo mundo assistir uma palestra chata na parte da tarde faz com que muita gente não lembre destes momentos com tanta nostalgia assim, mas isso tudo não tira a importância que essa oportunidade de retiro nos dá.

Sempre carrego a perspectiva de organizar um acampamento de carnaval para o ano seguinte, depende muito de quem está comigo durante o ano, quem sabe em 2010?