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Domingo, assisti um documentário super legal da National Geographic Channel sobre três muçulmanos que fizeram a peregrinação obrigatória (segundo suas posses) a Meca, o Hadji. Eles acompanharam um sul africano que tinha um programa na rádio sobre islamismo, um executivo da Malásia e uma professora americana que havia se convertido do catolicismo para o islamismo após dúvidas sobre a fé.

Quando eu acompanhei a convicção religiosa daqueles três peregrinos, me veio uma pergunta que muitas pessoas que converso a respeito de cristianismo me fazem, você tem essa convicção por que cresceu em um lar evangélico, se tivesse crescido em outra religião você teria essa mesma convicção?

Não posso negar que do jeito que eu sou, se fosse muçulmano, já teria feito o Hadji, mas toda a minha convicção não faria de mim uma pessoa salva. Essa famosa pergunta pós moderna traz uma pergunta implícita: seria a fé uma questão subjetiva ao invés de objetiva? Não basta ter fé? Essa afirmação de salvação não seria muito arrogante? Sem querer fazer um tratado, dá pra falar três coisas bem rapidamente a respeito.

– Eu tenho um senso de direção muito bom (no RPG seria uns 9), mas minha convicção de estar indo a algum lugar já me fez estar perdido algumas vezes, da mesma forma, o objeto da fé é muito importante.

– Para aceitar que essas três pessoas voltaram justificadas para casa, teria que avaliar duas alternativas:

– ou teria que aceitar que o cristianismo não estaria correto e teria de jogar for a todas as evidências a respeito da vida impecável e ressurreição de Cristo, da existência da Bíblia como um relato super confiável, do surgimento do cristianismo em um ambiente extremamente hostil e outras em troca de mitos e meros rituais religiosos.

– Se não quisesse jogar essas evidências fora, poderia aceitar que o islamismo também seja verdade, mas seria difícil conciliar um Deus infinito em amor com um Alah que não se “humilharia” a ponto de se fazer homem para morrer por ele, um Deus que aboliu todos os rituais e exige somente nosso sacrifício de vida e um Alah que exige que se faça tantas tarefas que vi nesse programa.

– Talvez Jesus Cristo teria visualizado um pessoal bem semelhante ao que rodeava a Caaba (em Meca) e falado, “Vão pelo mundo e preguem esse evangelho a todos, quem crer e for batizado será salvo” uma afirmação bem objetiva.

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