Retiros, a falta que me faz.

Hoje tinha um pessoal perguntando se nesse Carnaval iria chover ou não, é lógico que esperava que só começasse a chover após a quarta-feira de cinzas, fui meio que imperdoável, mas respondi categoricamente que chove em quase todo Carnaval. Só pude ter essa certeza por causa da minha lembrança de todos estes acampamentos de Carnaval que passei.

Lembrava de um acampamento desses no interior, o pessoal encheu um salão com colchões para os meninos dormirem, quando você entrava no salão sentia até abafado com tanta gente lá, escolhi dormir no meu carro (um fusquinha), o único problema era acordar e molhar meu chinelo naquele mato já molhado pela chuva da madrugada, sensação não muito agradável, mas o tipo de coisa que faz nossa juventude.

Aí me vem aquela crise de abstinência destas coisas, estava falando com uma amiga que também não vai a nenhum acampamento neste feriado, estava meio frustrada, confessei a ela que o primeiro Carnaval sem acampamento é bem chato (estou meio mal de conselhos, não?), para quem já curtiu muito estes acampamentos, acho que o segundo, terceiro e os demais continuam cada vez mais chatos.

Estes momentos me fazem uma tremenda falta: a bagunça da chegada quando você está meio que descobrindo o local e se acostumando com as pessoas que você vai passar os próximos dias; o caderninho de músicas com algumas músicas especiais que vão marcar os momentos que você passou lá; os momentos a sós com Deus quando vemos também outras pessoas nesta devoção; o futebol, que me proporcionava os únicos momentos de bola no ano; as bagunças; as esquetes; os namoros;  as conversas depois das mensagens e a esperança real de que vamos voltar melhor depois do feriado. Não sei se as pessoas voltam do feriado tão bem quanto parecem, e isso não é da minha conta, mas acho que cada vez mais estes retiros são essenciais pra gente se encarar, encarar nossa comunidade e buscarmos o caminho que Jesus nos passou novamente, tentar voltar a essa trilha.

Lógico que há muitas coisas para mudar, fazer todo mundo madrugar para o café da manhã ou fechar a piscina para todo mundo assistir uma palestra chata na parte da tarde faz com que muita gente não lembre destes momentos com tanta nostalgia assim, mas isso tudo não tira a importância que essa oportunidade de retiro nos dá.

Sempre carrego a perspectiva de organizar um acampamento de carnaval para o ano seguinte, depende muito de quem está comigo durante o ano, quem sabe em 2010?

3 thoughts to “Retiros, a falta que me faz.”

  1. Este ano o Mateus e a Raquel fizeram um lobby para participar do acampamento da igreja de Tatuí. Ficamos contentes e incluímos na programação.
    Também sinto falta do agito, mas não sei se teria pique para estar à frente. Talvez esteja mal acostumado por participar de acampamentos em que tinha tudo à mão…

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